Um olhar historiográfico do sentimento de pertença familiar no oeste do estado do Paraná – Brasil

Samuelli Cristine Fernandes Heidemann, Elaine Cristina Francisco Volpato

Resumen


O estudo refere-se as novas maneiras de contar e viver as famílias reconfiguradas, enfatiza o uso de tecnologias reprodutivas que procuram dar continuidade a famílias “convencionais”. A pesquisa qualitativa e explicativa ocupa-se da busca de solução para seus problemas de infertilidade na ânsia de ter os próprios filhos, de gerar descendentes, de dar continuidade à família. Mas que evidencia outros significados simbólicos vinculados à procriação de seres humanos e que legitimam, em última instância, a proposição de uma série de inovações biotecnológicas. São objetivos do ensaio o emergir de preocupações, incertezas e discussões sobre o valor da vida humana, o poder trazido ao homem, o significado simbólico da filiação, o apego aos laços sanguíneos sobre os afetivos e os perigos da intensa medicalização durante o processo de tratamento como reflexo de um “abuso” ao corpo feminino. As incertezas da infertilidade, repudiada como infortúnio, com o crescente apelo à procriação como forma de felicidade e de êxito pessoal, são alguns fatores que impulsionam a ocorrência de crises, angústia e depressão àqueles impossibilitados de gerar descendentes na população analisada.

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